O que será que te dá?


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Defina aquela sensação quase que primitiva que dá ao assistir aqueles 30 segundos

de vídeo que terminam em um irresistível Cheesecake de Oreo.

 

Será que é possível expressar em palavras aquela sensação de “borboletas no estômago”? E aquela outra que mais parece um “nó na garganta”? E “aquilo” que te impulsiona e te dá coragem pra falar com aquela pessoa, tomar aquela decisão e aceitar aquele pedido? Ou “essa sensação inexplicável” que “você não consegue explicar” mas que te fez sair correndo sem nem olhar pra trás?

Talvez seja mais fácil se explicar sobre aquelas “alfinetadas” internas que vêm acompanhadas de algumas certas lembranças que sabe-se lá porque ainda não foram esquecidas. Ou melhor, defina aquela sensação quase que primitiva que dá ao assistir aqueles 30 segundos de vídeo que terminam em um irresistível Cheesecake de Oreo.

Tente pensar em como você continua pensando naquilo que você já prometeu mil vezes que não ia pensar. Ou no que te faz cometer aquele deslize. Pense neste “algo” que fica pulsando dentro do teu peito como se tivesse vida própria e não é o seu coração. O que é isso?

O mais complicado é que o tal “algo” não está em nenhum local específico do seu corpo para que você possa apontar e falar: – “Olha só, Doutor, é aqui. Pode tirar.” Porque algumas vezes tá assim no meio e ao mesmo tempo mais ou menos no lado esquerdo do peito. Em outros momentos há a certeza que está no estômago, outras horas preso na garganta, ou fixo e martelando na cabeça. Totalmente imune a qualquer tipo de analgésico.

Há quem diga que é algo assim meio que com vida própria, personificado sabe? Assustadoramente caminhando dentro do corpo da gente e aparentemente sem rumo. Aparentemente, porque sempre há um rumo. Complicado é descobrir tarde demais. Quando se vê já se fez o que não podia, o que não devia, ou o que no fundo no fundo queria muito e era melhor nem pensar. De repente percebemos que somos reféns dessa “coisa” caminhante e desconhecida dentro de nós.

Será que dá pra entrar num acordo? Ou ter uma relação pelo menos amigável?

Vamos por partes: De onde veio isso? E que vontade é essa de comer sei lá o que, de estar sei lá aonde, com sei lá quem? Porque você tinha quase certeza absoluta que era desejo de Cheesecake de Oreo mas depois que comeu, descobriu que você queria mesmo era o de paçoca! A vontade era sair para aquele lugar com aquelas pessoas, mas quando chegou nem era lá essas grandes coisas, nem foi tão bom assim.

No dia seguinte, a “coisa” caminhante continuava lá. Que sensação de vazio é essa que fica dentro, se essas coisas não forem feitas ou consumidas? O que fazer com isso que sempre fica faltando?

Bom, vamos tentar simplificar: algo sempre fica faltando, ponto. Sempre. E a partir dessa impossibilidade humana de completude, na verdade é justamente por ela, que podemos fazer e criar novas “coisas”. Cada um com a sua.